26.10.2017 | Lançamento do livro Nós, Professores transformadores: olhares sobre protagonismo e valorização docente no XI SIMPOED

por Elô Lebourg

Como muitos professores de nossa rede participaram ativamente do XI SIMPOED – Simpósio de Formação e Profissão Docente, promovido pelo Departamento de Educação da Universidade Federal de Ouro Preto, aproveitamos a oportunidade para lançar, dessa vez em Mariana-MG, o livro Nós, professores transformadores: olhares sobre protagonismo e valorização docente. No lançamento coletivo promovido pelo Simpósio na noite de 26 de outubro de 2017, apresentamos nossa rede e o livro para os estudantes e professores que participaram do evento.

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26.10.2017 | Relato de experiência sobre a rede Professores transformadores no XI SIMPOED

por Valdete Fernandes

É sempre uma satisfação falar da rede Professores transformadores. Apresentamos, no XI SIMPOED – Simpósio de Formação e Profissão Docente, promovido pelo Departamento de Educação da Universidade Federal de Ouro Preto, por meio de um relato de experiências intitulado A rede Professores transformadores: compartilhando saberes e experiências, o trabalho que temos realizado desde a criação da rede, em 2015. Entre os nossos colegas e ouvintes, estudantes de graduação, percebemos a aceitação da proposta e a necessidade de pensarmos, coletivamente, possibilidades de valorização docente. Destacamos o crescimento da rede e o fortalecimento de suas ações, tanto no que se refere às iniciativas digitais quanto às presenciais. Por fim, enfatizamos a importância do compromisso ético e político com a docência, a necessidade da formação continuada, do trabalho coletivo e da reflexão crítica sobre a profissão. Percebemos que, a cada encontro como esse, a rede conquista mais adeptos e se fortalece em busca de uma educação mais bonita para todos.

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Fotos da Júlia Paixão

25.10.2017 | Roda de conversa sobre trajetórias de professoras

por Cristina Assis, Elô Lebourg, Laura Rocha e Valdete Fernandes

No dia 25 de outubro de 2017, nossa rede participou do XI SIMPOED – Simpósio de Formação e Profissão Docente, promovido pelo Departamento de Educação da Universidade Federal de Ouro Preto. Fizemos uma roda de conversa sobre formação e prática docente a partir da trajetória de três professoras transformadoras: Cristina Assis, Laura Rocha e Valdete Fernandes.

Confiram seus relatos!

Cristina Assis, professora de História e mestra em Educação:

“Ser professor é uma ‘missão’!

Nesta última edição do XI SIMPOED, tive a honra de participar, ao lado de outras professoras, de uma roda de conversa sobre a profissão docente. A ideia, oriunda da rede Professores transformadores, visava demonstrar diferentes perspectivas a partir de diversos olhares sobre a condição docente, indo além das utopias e idealizações atribuídas ao professor na contemporaneidade. Assim, a conversa girou em torno dos desafios em se manter na profissão, em buscar novos espaços e novas oportunidades e em ser reconhecido em tempos cada vez mais mercadológicos.

Nesse sentido, particularmente ao longo do meu relato, busquei evidenciar parte da difícil trajetória entre graduação e mestrado, em que notava as lacunas entre academia e educação básica, duas áreas muito distintas. Contudo, a sensação de realização ao enfrentar esse desafio tem sido parte de cada amanhecer em uma busca incessante por ensinar/educar cidadãos carentes de uma educação que ultrapasse a sala de aula.

Mas não para por aí. Me vi no máximo esgotamento ao lecionar em cinco instituições ao mesmo tempo e não pude deixar de dissertar sobre o fato já que nos atribuem a ‘missão’ ou o ‘dom’ de educar. Nossas realidades financeiras não nos diferem dos demais profissionais e nossas demandas socioeconômicas muito menos. Por isso, fala-se tanto em ‘desvalorização’ do professor.

Não fossem as redes de apoio, como os Professores transformadores, seríamos mais um dentre tantos outros a serem acometidos pelas mazelas da profissão e a se culpar por escolher a profissão que tanto nos alertaram contra. Mas seguimos na luta e encaramos os desafios ao lado uns dos outros. Acreditamos que assumimos uma responsabilidade além do comum quando compreendemos o que é, de fato, educação.”

Laura Rocha, professora de Educação Física e mestra em Educação:

“No dia 25 de outubro de 2017, tive a grata satisfação de participar de um relato de experiências organizado pela rede Professores transformadores durante o XI SIMPOED. Éramos três professoras disponíveis para compartilhar nossas experiências com outros(as) professores(as) atuantes ou em formação. Para a minha fala, pensei em dois momentos: explicitar os motivos da minha escolha pela docência (passando pela escolha do curso e as transformações de visão de mundo ao longo da graduação) e dizer das minhas condições de trabalho hoje, que favorecem uma boa docência. Ao longo da fala, percebi que faltava um elo entre a saída da universidade e a consolidação no exercício da profissão e a rede Professores transformadores ‘caiu como uma luva’ para dizer desse elo. Dessa forma, percebi que nossa presença no evento, dialogando com um público majoritariamente de professoras em formação, pode ter sido bastante significativa para as participantes, tanto quanto foi para mim. Infelizmente, não consegui estar presente até o final da fala das colegas e no momento dos questionamentos e comentários do público, mas devo dizer que foi revigorante revisitar minha história e trocar com outras professoras transformadoras.”

Valdete Fernandes, professora da Educação Infantil e mestranda em Educação:

“Entre as programações do XI SIMPOED, realizamos uma roda de conversa a partir do tema trajetórias de professoras desenvolvida pela rede Professores transformadores em parceria com a organização do evento. Destacamos os motivos da escolha da docência e, ao mesmo tempo, as alegrias e os desafios da profissão. Com a participação de estudantes de graduação e de professores da Educação Básica, refletimos sobre as representações sociais em torno da profissão docente. Enfatizamos a necessidade de buscarmos novas estratégias de formação continuada que nos auxiliem a enfrentar as dificuldades sociais que perpassam a sala de aula, especialmente em tempos tão temerosos. Uma dessas possibilidades é o trabalho em rede que, a partir da valorização do coletivo, destaca a importância da troca de experiências e saberes para o fortalecimento profissional docente. O debate sobre as trajetórias de professoras foi muito rico por promover uma reflexão coletiva entre profissionais que atuam em segmentos distintos. Mesmo atuantes em realidades tão diversas (e, talvez, exatamente por isso), podem contribuir mutuamente com a formação uns dos outros. Aprender com o outro, aprender juntos. Esse é um dos aspectos que mais me encanta na profissão. Por fim, deixo o meu agradecimento à rede Professores transformadores e à organização do XI Simpoed pela oportunidade, assim como às colegas Cristina Assis, Laura Rocha e Elô Lebourg pelas trocas compartilhadas.”

29.09.2017 | Cinema comentado sobre experiências inovadoras na educação (ICHS/UFOP)

por Elô Lebourg

com a contribuição de Marileny Martins

No dia 29 de setembro de 2017, nossa rede participou da VII Semana de Integração promovida pelo Instituto de Ciências Sociais Aplicadas e pelo Instituto de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Federal de Ouro Preto, em Mariana-MG. A proposta do evento foi dar as boas-vindas aos calouros e oferecer-lhes um primeiro contato com a universidade por meio de participação em atividades artísticas e esportivas, palestras, saraus, rodas de conversa etc.

No evento, exibimos dois filmes:

Como é a escola inovadora? é fruto do projeto Nossa escola em (re)construção, desenvolvido pela MOVA e pelo Porvir. Nesse filme, que tem duração de pouco mais de dois minutos, alguns estudantes participantes do projeto falam sobre como é a escola de seus sonhos.

Em seguida, exibimos um TEDxUnisinos protagonizado pelo professor José Pacheco, criador da Escola da Ponte, em Portugal, e que desenvolve projetos similares no Brasil. Em sua fala para o TED, o professor discorreu sobre a natureza “engessada” das práticas escolares e sobre possibilidades de superação dos problemas que ela ainda enfrenta atualmente.

A roda de conversa realizada após a exibição dos dois filmes foi mediada por mim e pela professora Marileny Martins. Também contamos com a participação de duas professoras do Departamento de Educação da UFOP, Fernanda Rodrigues e Liliane Jorge. Nessa roda, conversamos com estudantes calouros e veteranos dos cursos de Pedagogia, Letras e História.

Ao longo do nosso bate-papo, falamos sobre o papel (e o poder) do professor diante de um cotidiano escolar que, muitas vezes, deixa de lado os saberes dos alunos, que os trata de forma fria e até mesmo cruel. Conversamos sobre a necessidade de uma educação mais humanizada, que tenha sentido para os estudantes e para os professores.

Confira o relato da professora Marileny Martins sobre nossa participação:

“A experiência na roda de conversa com os estudantes dos cursos de Pedagogia, Letras e História, durante a Semana da Integração, despertou em mim a relevância desses momentos de diálogo com os nossos alunos, seja na escola ou na universidade. O que eles buscam? Isso edifica minha prática profissional e/ou me torna um ser humano mais sensível, curioso, empático, envolvido, comprometido?

Tenho aprendido, por meio de minhas experiências pessoais, que sim. Cada pessoa entra em nossa vida trazendo oportunidades para que aprendamos com elas, se nos tornarmos abertos para isso. Muito têm a nos ensinar com seus saberes, suas histórias de vida, suas expectativas de futuro. Querem e precisam ser ouvidas e, mais, compreendidas, acolhidas, respeitadas em suas diferenças. Buscam experimentar o desconhecido, mas, sem que seja desconsiderado o que já conhecem e sentem. Querem aprender o novo, porém relevante para suas vidas. Buscam oportunidades para se desenvolverem, tornando-se melhores cidadãos para que possam contribuir com sua comunidade.

Durante a discussão, um ponto crucial que surgia, a todo instante, era a importância que um professor apaixonado por ensinar desempenhou (ou desempenharia) em suas vidas e, como um incentivo, um reconhecer seus potenciais para aprender, pode determinar um destino (e a recíproca pode ser verdadeira!). Esses profissionais, incentivadores, sensíveis às suas demandas, os influenciaram e despertaram neles o anseio por fazer a diferença na vida de seus futuros alunos. Tais vivências pessoais, ao longo de suas trajetórias como estudantes da escola regular, plantaram sonhos. Sonhos de serem professores incentivadores, transformadores de destinos.

O que ficou dessa experiência? A importância do nosso papel e de nossas concepções de ensino. Ou seja, como percebemos a profissão, o ensino e a aprendizagem se tornam pilares para que nossa prática pedagógica influencie a vida de outra pessoa.

Ao longo do diálogo, uma lembrança me inquietava. Há alguns anos, durante um estágio de regência que realizei, enquanto estava na Licenciatura em Matemática, numa escola com muitos alunos de classe baixa, comentei com alguns do 3º ano do Ensino Médio que a universidade local abriria seleção. Obtive como resposta de uma aluna: Aquilo lá não é para nós, não! Essa lembrança me vinha à memória e, embora não fossem meus alunos, me perguntava em qual instante da vida deles passaram a acreditar naquilo. Estive pouco tempo com eles, mas percebi que eram alunos muito bons! Em sua maioria, estudavam pela manhã e trabalhavam à tarde.

Essa lembrança fez com que o momento me proporcionasse um rico aprendizado. Percebi o quanto nós, que tivemos a oportunidade de cursar um Ensino Superior, podemos contribuir, reconhecendo, acreditando e incentivando esse potencial, valorizando as diferenças, oferecendo oportunidades para que possam aprender. E isso pode fazer a diferença!”

30.08.2017 | Lançamento do livro “Nós, professores transformadores” em Recife

por Elô Lebourg

No dia 30 de agosto de 2017, participamos do lançamento coletivo da Pipa, nossa editora, em Recife-PE!

Apresentamos o livro Nós, professores transformadores: olhares sobre protagonismo e valorização docente junto com outras duas obras também publicadas pela editora:

Conectando saberes na escola. Linguística, Literatura, Educação e ensino de Línguas: reflexões, relatos e propostas de atividades (organizada por Adeilson Pinheiro Sedrins e por Marcelo Amorim Sibaldo)

Processos de pesquisa em linguagem, gênero e sexualidade e (questões de) masculinidades (de Ismar Inácio dos Santos Filho)

O lançamento aconteceu na Livraria da Jaqueira e, nele, eu, Marcelo e Ismar apresentamos ao público os nossos livros e o que motivou nossa escrita.

Foi um momento de aprender uns com os outros, de conhecer novos trabalhos publicados pela nossa editora e de apresentar a rede para professores e leitores de Pernambuco! Um sinal de que há muitas pessoas conectadas em torno dessa ideia de que a transformação da sociedade se dará, também, pela educação e pela atuação dos professores!

Fotos da Karla Vidal | Pipa Comunicação

Fotos da Gabriela Farias

25.08.2017 | Palestra “O professor como protagonista das políticas públicas de Educação”

por Elô Lebourg

No dia 25 de agosto de 2017, a convite da Vanessa Cavalcante | Consultoria & Eventos Educacionais, proferi uma palestra para cerca de 150 estudantes de Pedagogia e professores, em Vila Velha-ES.

Intitulada O professor como protagonista das políticas públicas de Educação, o objetivo dessa fala foi apresentar as principais legislações da área educacional, da Constituição Federal (1998) à Base Nacional Comum Curricular (a ser aprovada em 2017), e promover uma discussão a respeito de como o professor pode compreendê-las para usá-las a favor de uma prática crítica e reflexiva.

Partindo de uma perspectiva comum à nossa rede, defendemos, nessa fala, a importância dos professores exercerem uma atuação profissional coerente e de lutarem pela garantia de uma formação inicial e continuada de qualidade, uma responsabilidade deles mesmos e também do Estado.

Ao final, aproveitamos para lançar o livro Nós, professores transformadores: olhares sobre protagonismo e valorização docente.

Esta foi a primeira ação dos Professores transformadores efetivamente fora de Minas Gerais. Foi uma noite bonita e memorável: um evento com a participação de muitas pessoas atentas à discussão e à proposta da nossa rede!

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28.07.2017 | Evento PIBID-UFOP e roda de conversa sobre o filme “A escola toma partido”

por Elô Lebourg,

com a contribuição de Henrique Afonso Esteves, Isânia Silva Santos,

Maisa de Freitas e Vera Sales de Souza

 

No dia 28 de julho de 2017, nossa rede participou do Evento PIBID-UFOP, junto com estudantes de Pedagogia e de licenciaturas do Instituto de Ciências Humanas e Sociais, em Mariana. Realizamos duas sessões de exibição do documentário “A escola toma partido”, dirigido por Carlos Pronzato e que você pode ver aqui. As exibições dos filmes foram seguidas de rodas de conversa com os professores Henrique Esteves, Isânia Santos, Maisa de Freitas e Vera Sales. Confiram seus relatos!

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A escola deve enxergar desigualdades onde se acredita, cegamente, na homogeneidade. Também deve, a escola, trabalhar em função da igualdade em lugares onde se acredita que as diferenças provêm de uma ordem natural das coisas. A escola tem potencialidade para se tornar uma ferramenta de transformação social, no entanto, tem sido atribuído a essa instituição apenas o papel da obediência e do ajuste econômico, fato que coloca estudantes, educadores e pesquisadores em estado de alerta.

A ideia da “Escola sem partido”, materializada como forma de projeto de lei, é, sem dúvidas, o maior golpe à educação pública brasileira em seu processo lento de redemocratização. E, se não bastasse seu conteúdo, que carece de fundamento, o avanço do conservadorismo ainda se vangloria por exaltar, como pensadores, aqueles que não têm sequer apreço pelo tema educação.

Fantasiada de medida popular por atores, socialytes e por um patronato que não se utiliza da escola pública para a formação de seus filhos, a ideia de que a escola é um centro de doutrinação da esquerda toma proporções antes desacreditadas, pela sua carência teórica e lógica. Enfim, propício e necessário se faz o estreitamento, ou reestabelecimento, dos laços entre docentes e pesquisadores pela defesa de uma escola pública e pela garantia da formação integral dos seus alunos, o que inclui a exposição do materialismo histórico e dialético, encarado por leigos como “doutrinação marxista”.

Em conjunto com diversas medidas para o retrocesso dos direitos do trabalhador, o professor ainda se vê diante de mais uma atrocidade, a vigilância constante e o processo da legitimação de medidas punitivas contra a classe docente e sua liberdade de pensamento. A defesa desse profissional-educador deve contar, portanto, com esforços provindos de diferentes esferas sociais, principalmente, dos seus próprios alunos, graduandos e da comunidade escolar.

A realização de reuniões de caráter público e democrático deve continuar a produzir uma conscientização ampla para que desmistifiquemos a ideia da “neutralidade”.  A História pode colaborar de maneira substancial, pois não é de hoje que a ideia do “neutro” é financiada por elites dirigentes que disputam as instituições escolares para blindá-las de contestações e mudanças necessárias. Há também outro fator recorrente, a implantação do “pavor social” pelo perigo eminente de um levante comunista. Essas mentiras, muito bem arquitetadas, tornaram-se, e ainda tornam-se, verdades e servem de pressuposto para a instauração de regimes autoritários e impopulares. 

A rede Professores transformadores, então, não produz “soluções”, mas defende e colabora para a ampliação de espaços de debate, de luta e resistência para que essas propostas nasçam com raízes populares. A rede não dita certezas, mas oferece espaço para que diversas compreensões práticas possam compor um tecido político funcional às nossas angústias e que proteja nossas escolas e nossa comprometida soberania nacional.

Henrique Afonso Esteves

Professor e mestre em Educação pela Universidade Federal de Ouro Preto

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Participar de uma conversa como professora na instituição em que me formei foi uma experiência muito especial. Voltar à UFOP, em particular ao ICHS, foi perceber que me tornar professora foi a melhor coisa que fiz. Este foi o momento nostalgia!!!

Agora, o papo foi sério.

Debater com futuros professores sobre o projeto de lei “Escola sem partido” foi trazer um alerta ao real papel do professor. Somos responsáveis por promover a construção do conhecimento na sua integralidade. Cabe ao professor instigar o senso crítico, de análise e da reflexão. O ambiente escolar é o mais propício para essa promoção. “Escola sem partido” é uma escola sem professor, sem aluno, sem conhecimento.

Cumprimento aos organizadores do evento PIBID-UFOP por propiciarem aos futuros professores a oportunidade de refletir sobre sua futura atuação social e agradeço à rede Professores transformadores pelo convite e por poder defender a profissão que tanto amo.

Isânia Silva Santos

Professora de História

A oportunidade de participar de um evento do PIBID como uma professora transformadora contribuiu significativamente para renovar as minhas motivações profissionais ao sentir que o trabalho docente ainda constrói espaços firmes de valorização. A organização séria e dedicada do evento, o convite para falar a respeito de um tema tão importante como o “Escola sem partido” e a forma como fui recebida me enriqueceram profundamente e me fizeram sentir a reciprocidade de pessoas que também optaram pela mesma profissão: ser professor(a). Ao tratar do assunto polêmico retratado no documentário “A escola toma partido”, foi possível compartilhar angústias e incertezas, mas, sobretudo, foi possível compartilhar um apoio mútuo entre os presentes. Isso me leva a crer que a Educação, em espacial a pública, precisa funcionar cada vez mais em rede para sobreviver às agruras políticas e econômicas vividas no tempo presente. Parabéns ao PIBID-UFOP e ao Professores transformadores.

Maisa de Freitas

Professora de Geografia da Educação Básica de Minas Gerais

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Foi uma experiência gratificante participar, representando a rede Professores transformadores, do Ciclo de Palestras, evento organizado pelo PIBID-UFOP. A discussão da temática do projeto “Escola sem partido” é de extrema importância para a toda comunidade escolar, em especial, os educadores e os futuros educadores. Trazer esse assunto mediante a exibição do documentário “A escola toma partido” foi substancialmente vital para uma reflexão do público presente no evento. No que se refere a nós, professores, as prerrogativas desse plano, tão questionável e polêmico, estão ligadas diretamente à nossa prática e vivência escolar. Fiquei impactada ao saber que estudantes de várias áreas da educação estão preocupados com os rumos que esse tema está tomando e sua relevância. É gratificante perceber que, mesmo em meio a este atual contexto sociopolítico dicotômico e contraditório, os educadores estão conseguindo se organizar e compartilhar suas reflexões sobre este assunto. Parabenizo a iniciativa do PIBID-UFOP na escolha do tema e agradeço à rede Professores transformadores pela oportunidade de participar do evento.  

                                                                                  Vera Sales de Souza

                        Professora de História da Rede Municipal de Ensino de Ouro Preto

Foto 1

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23 a 26.05.2017 | Segunda Mostra de Filmes sobre Professores transformadores

por Elô Lebourg

De 23 a 26 de maio de 2017, promovemos a Segunda Mostra de Filmes sobre Professores transformadores, em parceira com o Cine Vila Rica, em Ouro Preto. Nossa proposta foi exibir filmes que abordavam a prática docente e, em seguida, conversar sobre eles em rodas de conversa com professores e estudantes.

Assim, no dia 23, iniciamos a mostra com a exibição do filme “Ao mestre, com carinho”. Na primeira roda, mediada pelos professores Doan Cruz e Valdete Fernandes, conversamos sobre a (falta de) acolhida aos professores novatos, sobre as dificuldades de se conciliar uma formação humana e curricular nas escolas e sobre a importância do diálogo entre professores e alunos.

No dia 24, foi a vez de exibirmos o filme francês “Entre os muros da escola”. Na roda de conversa, mediada por mim e pela professora Bruna Monalisa, discutimos, entre outros assuntos, sobre as relações de poder que se estabelecem entre professores e alunos. Nos perguntamos: Professores, quando erram, se desculpam? Professores tendem a eleger seus alunos “favoritos”? Qual o papel do professor na manutenção ou no combate das desigualdades sociais em sala de aula?

Na terceira noite da mostra, exibimos o documentário “A educação proibida”. Nessa noite, a conversa, mediada pelas professoras Elke Pena e Cláudia Coimbra, se voltou para a educação amorosa, vocação e formação docente. Também falamos sobre as relações de poder em sala de aula e sobre a importância de uma atuação coerente por parte dos professores.

“O milagre de Anna Sullivan” foi exibido no dia 26 e o debate foi mediado por mim e por Cláudia Coimbra. Na última noite da mostra, além de termos, coletivamente, avaliado o evento, conversamos sobre a inclusão e a necessidade de formação constante do professor para que saiba, de fato, lidar com a diversidade na sala de aula.

Ao longo de suas quatro noites, a Segunda Mostra de Filmes da rede foi marcada por uma interação proveitosa entre aqueles que participaram das rodas de conversa. Propor um espaço para refletir e dialogar sobre o cotidiano docente ainda é um privilégio para poucos, mas esperamos, com mais esse evento da rede Professores transformadores, continuar criando uma cultura em torno do tema!

Agradecimentos especiais

Nós, da rede Professores transformadores, estamos profundamente agradecidos a todos os participantes da mostra! As noites geladas de Ouro Preto, sabemos, foram um desafio e, ainda assim, as rodas de conversa aconteceram cheias de professores e estudantes interessados em uma prática docente reflexiva e engajada! Obrigado!

A equipe do Cine Vila Rica, mais uma vez, nos acolheu com simpatia e cuidado! Lâne, Eva, Cláudio, Luiz, Lia, Luciana, Kaio, Maritsa, Lucas, Marcos, Douglas e Ramon: obrigado por tudo! Vocês são ótimos!!

16.12.2016 | Lançamento do livro “Nós, professores transformadores: olhares sobre protagonismo e valorização docente”

por Elô Lebourg

com a colaboração de Doan Cruz, Valdete Fernandes,

Fernanda Castro e Daiane Mendes

Ao longo de 2015, nossos colunistas publicaram cerca de 120 textos no site da rede Professores transformadores. Como, a cada leitura, era perceptível a qualidade e o potencial de reflexão de cada publicação, surgiu a ideia de organizar parte desse material em um livro.

Assim, reunimos os textos de cinco colunistas – eu, Doan Ricardo Cruz (que organizou junto comigo este primeiro volume), Daiane Mendes, Valdete Fernandes e Fernanda Castro – e surgiu o livro Nós, professores transformadores: olhares sobre protagonismo e valorização docente.

Organizado em cinco capítulos e fruto de nossa experiência como professores, o livro apresenta nossas reflexões a respeito da importância da formação continuada e do diálogo. Narra também algumas experiências, “mancadas” e desafios relacionados às nossas carreiras como professores.

O lançamento de nosso primeiro livro aconteceu no dia 16 de dezembro de 2016, no Setor Educativo do Museu da Inconfidência, em Ouro Preto. Durante o evento, apresentamos o livro, por meio de uma roda de conversa, aos nossos familiares, amigos e parceiros da rede.

Esta noite foi memorável! Um momento de celebrar o lançamento de um livro escrito por professores e de perceber o poder que temos, especialmente unidos como rede! Também tivemos a oportunidade de aprender uns com os outros, através de nossos relatos. Ouvir os convidados, receber seus sorrisos e abraços foi bom demais! Em meio a um ano tão problemático para a educação brasileira, lançar este livro nos fez perceber que há muita gente engajada, lutando junto por um mundo melhor e mais justo.

Para adquirir nosso livro, clique aqui!

Mais do que um lançamento de livro, as trocas e conversas de sexta-feira possibilitaram um momento formativo fascinante! Compartilhar experiências transformadoras e debater formas de resistência e de coragem ajudou a despertar o brilho nos olhos de cada um de nós, fortalecendo a esperança na educação transformadora. (Doan Cruz)

Não podia ser diferente. O lançamento do livro Professores transformadores: olhares sobre protagonismo e valorização docente, promovido pela rede Professores transformadores, foi um sucesso! Um momento lindo de aprendizado e de troca que coroou o trabalho de uma equipe engajada e comprometida com a educação. Que o livro promova a reflexão, o debate e a esperança! (Valdete Fernandes)

No lançamento do livro, ao compartilhar as nossas experiências como colunistas ao longo do ano de 2015, foi, ao mesmo tempo, mostrar o que “tecemos” como professores na sala de aula. O livro materializa e, de certa forma, eterniza os nossos aprendizados. Além disso, ele incentiva reafirmarmos o nosso compromisso com a profissão docente e, principalmente, ressignificar a nossa esperança para continuarmos seguindo nos caminhos da educação. O livro é, pra mim, um abraço da esperança! (Daiane Mendes)

Tem sido uma experiência muito rica reunir as colunas sobre educação da rede Professores transformadores em livro. Sinto que é uma oportunidade de as opiniões sobre diversos temas ligados ao Magistério alcançarem outros professores, inspirando-os a ter uma prática transformadora. Além disso, quando as ideias sobre a experiência de ser professor circulam, os laços entre os educadores se estreitam, assim como o isolamento dos educadores. Nós, professores transformadores, estamos aprendendo com esse livro uma nova forma de exercitar o conceito de uma rede em favor da educação. (Fernanda Castro)

Fotos do Jackson Santos

Agradecimentos

Celia Maria Fernandes Nunes, pelo prefácio

Renata Sbrogio, pela arte da capa

Nárllen Advíncula, pela revisão textual

Karla Vidal e Augusto Noronha, da Pipa Comunicação, pela diagramação, impressão e vendas online

Christine Ferreira Azzi, Jackson Santos, Darlan de Freitas, João Pedro, Cláudia Klock, Cláudio e Fernando, do Museu da Inconfidência, pela acolhida no lançamento

Solange Mol, pela venda dos livros durante o lançamento

Lia e funcionárias da Fascinação Festas e Eventos, pelo lanche do lançamento

Flávia Alves, do Portal Ouro Preto, pela divulgação

Tino Ansaloni e João Paulo Teluca Silva, do Jornal Voz Ativa, pela divulgação

Sidiney Gomes, do Portal Mariana, pela divulgação

1º.12.2016 | Nós no Ocupa Padre Afonso: montagem de exposição de fotos

por Elô Lebourg

No dia 25 de novembro de 2016, nossa rede participou de uma ação na ocupação da Escola Estadual Padre Afonso Lemos, em Cachoeira do Campo, distrito de Ouro Preto. Naquele dia, conversamos sobre arquitetura escolar (procurando refletir sobre a relação entre a delimitação do espaço e a expectativa de comportamento dos seus usuários visando a uma determinada concepção educativa disciplinadora) e, em seguida, propusemos que os estudantes fotografassem, na escola, aquilo que fosse mais significativo para cada um.

As fotos ficaram lindas e já foram publicadas aqui e, como combinamos, Fernanda Tropia e eu retornamos à escola hoje para montar uma exposição com algumas delas! Escolhemos as pilastras da escadaria que leva às salas de aula, atualmente usadas como dormitórios dos estudantes ocupados, para pregar as fotografias. Fizemos murais para cada autor (Dani, Fernando, Ivan, Larissa, Luciano e Marcos) e também aproveitamos para expor as fotos que nós duas fizemos em nossa primeira visita.

Reencontramos alguns alunos e conhecemos outros nesta tarde. Como sempre, fomos acolhidas com carinho e gentileza. Foi bom estar novamente na escola e poder conversar um pouco mais com os estudantes. Observamos que o espaço ocupado segue organizado e limpo. Ações que interessam aos estudantes continuam sendo realizadas (quando chegamos, logo após o almoço, uma oficina de capoeira estava sendo oferecida). A cada ocupação visitada, a certeza de que esses jovens têm o poder de transformar a realidade na qual vivem.